
As demissões realizadas pela Embraer em setembro de 2020 serão pauta de julgamento de dissídio coletivo agendado para o dia 10, às 13h30, pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região. A ação, movida pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, pede a reintegração de 2.500 trabalhadores.
O sindicato argumenta que as dificuldades financeiras vividas pela Embraer foram provocadas pela má gestão da empresa pelo Conselho Administrativo, e não pela pandemia. Além disso, os cortes foram feitos sem negociação com os sindicatos da categoria.
Em nota, o sindicato afirma que “recentemente, a empresa conseguiu a liberação de dois financiamentos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Um deles no valor de R$ 3 bilhões, destinados ao fornecimento de aeronaves à United Airlines e à AerCap Holdings. Em janeiro, um novo crédito: R$ 450 milhões para a entrega de quatro aviões à companhia aérea americana SkyWest Airlines. A continuidade da injeção de dinheiro público na empresa, mesmo após sua privatização, reforça a necessidade de reestatização, como defende o Sindicato”.