
Foto: Cláudio Vieira/PMSJC
Dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério da Economia, mostra que o Vale do Paraíba encerrou o ano de 2020 com 9.700 empregos perdidos.
Trata-se do pior desempenho desde 2016, quando a região cortou mais de 18,2 mil postos de trabalho. Nenhum setor da economia terminou o ano com saldo positivo de emprego.
De acordo com os dados, a indústria foi o setor da economia que mais perdeu postos de trabalho formais, com carteira assinada. Foram cortados 4.210 empregos no setor industrial, seguido de serviços (-3.845), comércio (-1.080), construção civil (-499) e agropecuária (-66).
A região registrou ainda 106 empregos gerados em dezembro e confirma a lenta recuperação de novos postos de trabalho iniciada em julho, depois de queda entre os meses de março e junho, os meses mais afetados pela pandemia da Covid-19.
Em números gerais, o Vale do Paraíba encerrou 2020 com oito meses de saldo positivo na geração de emprego, gerando assim 19.771 postos de trabalho. Por outro lado, houve quatro meses com saldo negativo, aonde a região perdeu 29.471 empregos no total.
O mês com o saldo mais negativo foi em abril, quando a região registrou 13,6 mil postos de trabalho fechados. Já o mês com o maior saldo positivo foi em novembro, quando a região abriu 6.990 novas vagas no mercado de trabalho.
Cidades
No geral, 26 dos 39 municípios do Vale terminaram o ano de 2020 com o desemprego elevado. A cidade de São José dos Campos foi a cidade que mais encerrou com o saldo negativo, com 4.438 postos de trabalho fechados. Taubaté aparece em segundo lugar, com 3.436 empregos cortados. Na sequência, aparecem os municípios de Aparecida (-1.529), Guaratinguetá (-1.274), Campos do Jordão (-731), Jacareí (-616), Pindamonhangaba (-603) e Caçapava (-499).
Por outro lado, 13 municípios geraram saldo positivo nos postos de trabalho. Redenção da Serra foi quem mais abriu novas vagas, com 3.086 empregos em 2020, seguido de Jambeiro (472) e São Sebastião (441).