
Produtores rurais do Vale do Paraíba realizaram na manhã desta quinta-feira (7) um ‘tratoraço’ contra o aumento da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para alimentos, medicamentos e insumos agrícolas.
Apesar do governador João Doria (PSDB) suspender o reajuste na noite da última quarta-feira (6), os organizadores seguiram com o protesto pois a medida ainda não havia sido publicada no Diário Oficial.
A maior manifestação na região ocorreu em Taubaté, onde agricultores saíram da sede do sindicato rural, no bairro Belém, e percorreram cerca de quatro quilômetros até a Avenida do Povo. Os manifestantes estacionaram os tratores e máquinas agrícolas em uma das pistas.
O protesto também ocorreu em Guaratinguetá, onde cerca de 40 tratores e 20 caminhões percorreram algumas ruas e avenidas da cidade.
Outras cidades no Estado também tiveram manifestações. A estimativa é que o protesto tenha acontecido em ao menos 35 cidades do estado.
O aumento o ICMS
O aumento do imposto fazia parte do pacote de ajuste fiscal que o governo de São Paulo aprovou na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) para equilibrar as contas públicas com a pandemia da Covid-19. Os valores passariam a valer a partir do dia 15 de janeiro. Com o reajuste, haveria um aumento na carga tributária de 12% para 13,3%.
Porém, o governo de São Paulo informou que a suspensão foi feita por causa do prolongamento da pandemia do coronavírus no estado e para não gerar prejuízos à população e aos segmentos econômicos impactados com a medida.