
O prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), concedeu entrevista nesta terça-feira (15) ao programa Os Pingos nos Is, da Rádio Jovem Pan. O tema principal da entrevista foram os atritos do prefeito com o Governo de São Paulo no combate a pandemia da Covid-19.
Ramuth comentou que tem um grande respeito pelos profissionais do Comitê de Enfrentamento do estado de São Paulo, mas disse que estes técnicos conhecem a realidade dos grandes centros e “têm pouco contato com a realidade das cidades do interior”. O prefeito classificou essas decisões como ‘tecnocratas’ e ressaltou que não tem problemas pessoais com o governador João Doria (PSDB).
O prefeito ainda falou sobre os decretos de ‘isolamento seletivo’ que tentou implementar na cidade, desde o mês de maio, lamentando os impedimentos na Justiça e das ações movidas pelo Ministério Público contra ele.
“Acompanhei esses dias o [jornalista] Fiuza falando que ele não vê o Ministério Público atuando na pandemia. Atua sim, Fiuza, contra os prefeitos. Eles estão bem ligados para atuar contra os prefeitos que flexibilizam [a quarentena]. Eu respondo hoje a cinco processos na Justiça por conta das minhas tentativas de implementar aquilo que o nosso comitê entendia como certo na nossa cidade”, disse Ramuth.
Durante o andamento da entrevista Felicio Ramuth ainda disse que é “uma grande frustração” não poder tomar as atitudes que o Comitê de Enfrentamento municipal entende ser correta e ter que ‘copiar e colar’ os decretos estaduais na cidade.
Vacinas
Questionado pelo jornalista Augusto Nunes, o prefeito disse ser “totalmente contra” a aplicação obrigatória das vacinas contra a Covid-19. Ramuth ainda frisou que “pouco se fala sobre a vacina da Janssen”, imunológico produzido pela farmacêutica americana Johnson & Johnson, ressaltando que a vacina tem aplicação em dose única e que mesmo que demorasse 30 dias a mais que outros imunizantes, poderia fazer toda a diferença em um país de dimensões continentais.