
Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
O Governador João Doria (PSDB) anunciou em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (10) o início da produção da vacina CoronaVac, no Instituto Butantan, em São Paulo.
De acordo com o governo estadual, a manipulação e o envase do imunizante serão feitos em turnos sucessivos, sete dias por semana, para que a produção diária em São Paulo alcance a capacidade máxima de até um milhão de doses por dia.
Para produzir a vacina a fábrica do Instituto Butantan terá operação 24 horas, sete dias por semana. Segundo o governo de São Paulo, a fábrica do Butantan ocupa uma área produtiva de 1.880 metros quadrados e conta atualmente com 245 profissionais e que outros 120 novos funcionários serão contratados para reforçar a produção da vacina contra o coronavírus.
O local dispõe de seis máquinas principais para envase do extrato composto da vacina enviado pela biofarmacêutica chinesa, Sinovac Life Science.
A capacidade de envase diário planejado para a vacina do Butantan é entre 600 mil a um milhão de doses. O primeiro lote terá aproximadamente 300 mil doses. Até janeiro, cerca de 40 milhões de doses da vacina deverão ser produzidos no local.
João Doria ainda afirmou na coletiva que os estados do Acre, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e outros 912 municípios já manifestaram interesse em adquirir doses da CoronaVac.
Segundo o governo estadual, nenhuma reação adversa grave foi registrada durante os testes da vacina e que apenas 35% dos voluntários participantes do estudo clínico apresentaram algum tipo de reação leve, como febrícula (febre baixa e temporária) ou dor no local da aplicação.