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Depois de quatro anos como a marca mais vendida no mercado brasileiro, a GM pode perder a posição para a Volkswagen este ano, que no acumulado (1 de janeiro a 16 de novembro) está a apenas 0,2 ponto percentual da concorrente.
Primeira colocada no ranking, a GM vendeu até a primeira quinzena de novembro 276.365 unidades, ficando com 17,2% de participação, enquanto a Volkswagen vendeu 272.937 carros e comerciais leves, marcando 17%. A diferença, de 3,4 mil unidades, pode ser revertida faltando esse mês e meio de vendas, mas não será fácil.
A Fiat corre por fora, com um ponto percentual a menos do que as duas concorrentes e 262.394 carros vendidos, mas num ritmo de crescimento maior que as concorrentes.
Com a queda brusca da produção nos meses março e abril, por causa da pandemia do coronavírus, as montadoras ficaram sem estoque, portanto sem condições de atender a demanda, que cresceu nos últimos meses, voltando ao patamar das 200 mil unidades registradas do em 2019.
Diante da dificuldade de atender a demanda, as três montadoras usaram estratégias distintas: a Fiat incrementou o online, focando as vendas diretas: frotas, empresários, agronegócio, serviços, da picape Strada, que foi recém-lançada e é líder de vendas da marca. A Strada inclusive chegou a liderar as vendas no mês de setembro.
A GM focou na venda ao consumidor final, com carros novos, como O Onix, o Onix Plus e o Tracker. Já a Volkswagen teve uma situação intermediária, trabalhando no varejo com o T-Cross e o Nivus e nas vendas diretas com o Gol.