Prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB) e jornalista Douglas Cruz – Foto: Reprodução/Abre Aspas
São José dos Campos completa 253 anos nesta segunda-feira (27). A ‘Capital do Vale do Paraíba’, título simbólico ostentado por seus moradores, é a cidade com maior número de habitantes da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba) com cerca de 721 mil cidadãos, segundo censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Além de populosa, a cidade tem como um dos pontos fortes a economia, setor que em 2020 está seriamente afetado pela pandemia do coronavírus.
A ‘Capital da Aviação’, outro título simbólico por sediar a Embraer e demais empresas do setor, viu as festividades tradicionais de aniversário ficarem em segundo plano. No grande foco a pergunta, ‘quando essa pandemia de coronavírus vai acabar?’, os cientistas afirmam que a vacina é a solução, e enquanto ela não chega, o distanciamento social é necessário. Para uma cidade que tem 54% das receitas oriundas de fontes externas, esse distanciamento social pode impactar duramente os cofres públicos e privados.
Os empresários tentam ‘dar seu jeito’, já o poder público tem a missão de responder o questionamento da população, por isso, a SP RIO +, entrevistou o prefeito Felicio Ramuth (PSDB) em uma edição especial do Jornal Abre Aspas. Confira as principais respostas do chefe do Executivo municipal.
Qual é o atual momento da cidade?
– É uma situação atípica. Eu não imaginava ser prefeito, tão pouco ser prefeito em um momento de pandemia. É um grande desafio, é uma missão dentro de uma missão […]
[…] A gente tem mais responsabilidade ainda, porque a gente está lidando com vidas, é uma doença nova, onde a gente precisa estar sempre buscando informações, para poder oferecer o melhor serviço para a cidade e ao mesmo tempo preservar a vida das pessoas. Então têm sido um grande desafio, assim como para cada cidadão. Essa comemoração de 253 anos eu posso dizer que a resiliência, a determinação tem sido as palavras chaves para a gente poder conviver neste novo jeito de se viver.
– Como o senhor vê o futuro econômico da cidade?
– Essa é a grande tarefa para o próximo prefeito, preparar a cidade para ter a retomada mais rápida do que as outras cidades. Essa crise atingiu a todos, todo mundo, e São José dos Campos, claro, não é diferente. Ninguém vive numa ilha, a gente precisa e a gente está conectado com o mundo, ainda mais com as grandes empresas que a gente tem aqui, como a Embraer, por exemplo, que fornece para o mundo. Nós somos a sétima maior exportadora do Brasil, portanto, o que atinge o mundo atinge São José dos Campos.
O foco é no setor de serviços, onde a gente tem investido bastante. O fortalecimento das nossas indústrias deve ser a meta para o futuro de São José. Eu não tenho dúvida que nós vamos conseguir, até por conta do trabalho que a gente já vinha realizando, se recuperar com mais rapidez do que outras cidades do Brasil e com certeza que muitas cidades do mundo. Para isso, a gente conta com esse jeito empreendedor do cidadão de São José, com a capacidade de conseguir atrair grandes negócios pra cá. É isso que eu espero poder comemorar o aniversário de número 254.
– Como o senhor avalia a qualidade de vida na cidade?
– Nosso IDH é muito alto. Isso vai nos colocar, agora nesse momento, com um grande diferencial em relação às outras cidades. […]
[…] Todo mundo quer agora ter uma qualidade de vida melhor e isso sem dúvida o cidadão de São José sabe que encontra em São José. Quem é de fora a gente precisa divulgar isso, mas quem é de São José sabe o que é de fato a nossa infraestrutura.
– Para fechar, dê um recado aos joseenses
– O momento é delicado, mas eu tenho certeza que o cidadão de São José vai poder, mais uma vez, mostrar como a cidade é diferente, está preparada para encarar os momentos difíceis e para poder depois colher os frutos desse esforço, dessa determinação, dessa dedicação. É sempre está aliado, está próximo, dessa história do joseense. Uma história de dedicação ao trabalho, de esforço empreendedorismo, é gente que gosta de fazer as coisas do jeito certo e é isso que vai fazer com que a nossa cidade, nos próximos meses e anos, possa sair dessa situação delicada e mostrar, mais uma vez, que nós somos resilientes, que temos uma das melhores cidades do mundo para se viver.
Confira a íntegra da edição especial do Jornal Abre Aspas
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