
O deputado Federal, Eduardo Cury (PSDB), concedeu entrevista ao Jornal Abre Aspas, nesta quinta-feira (23). Cury, que faz parte da Comissão Especial de debate da Reforma Tributária, na Câmara, criticou a proposta de reforma enviada pelo governo por trazer “um aumento de carga tributária gigante”. O deputado ainda afirmou que dificilmente a proposta entrará em votação antes do fim da pandemia.
“O governo está prevendo juntar dois impostos, o PIS e o COFINS, o que já é um avanço. O problema é que ele veio com uma proposta de alíquota gigante, de 12%, para substituir esses dois impostos. Isso é um aumento de carga tributária gigante” disse o deputado.
Cury ressaltou que a proposta do governo prevê a junção de apenas dois impostos federais e que existe outra proposta na Câmara para juntar cinco impostos, sendo eles: PIS, COFINS e IPI (federais), ICMS (Estadual) e o ISS (municipal). Todos esses impostos juntos teriam alíquota de 25%, o que na avaliação do deputado, faria que o dinheiro arrecado fosse melhor distribuído entre os municípios, estados e o governo federal. Além de contar com uma carga tributária menor, mas que seja suficiente para não prejudicar os cofres do governo.
“A maioria dos impostos vai para o governo federal, chegando a 65% de tudo que você paga de imposto. Os estados ficam com 23% e os municípios ficam com 11% no máximo. Então o município, que faz a saúde, cuida da educação básica, limpeza urbana e tudo mais, fica com 11%”.
O deputado disse ainda, que apesar da reforma “não ser a dos nossos sonhos”, ela já é um avanço, pois ela pode “simplificar a vida de quem trabalha”.
Proposta do deputado
O deputado disse que a sua proposta de Reforma Tributária é de uma redução da carga tributária gradual, de maneira que não prejudique os cofres do governo. “A minha proposta é chegar em 15% em 15 anos, então você nunca quebraria o governo. Pois teria cerca de 1% de queda por ano”.