
Ao menos 23 professores temporários que atuavam na Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza) foram notificados por e-mail que não terão seus contratos renovados, nesta terça-feira (8).
O Sindicato dos Servidores encaminhou um ofício ao prefeito, Felicio Ramuth (PSDB), ao secretário de Gestão Administrativa e Finanças, José de Mello Correa, e ao presidente da Fundhas, Jhonis Rodrigues Almeida Santos, para pedir a reconsideração da medida.
“Segundo relatos, os profissionais haviam recebido a informação que entrariam em recesso neste mês, todavia, foram surpreendidos com o aviso de não renovação dos contratos, o que deixará todos desempregados”, apontou o sindicato.
No ofício, o sindicato alega que, “tendo em vista o caráter humanitário da atual conjuntura de pandemia a qual vivemos, fato que levará os profissionais demitidos à situação de penúria em um momento no qual deveriam ter proteção estatal”, a fundação deveria renovar os contratos dos professores e criar um auxílio enquanto durar a suspensão das aulas na rede.
Resposta
Procurada pelo Jornal OVALE, a Fundhas explicou que os temporários atuavam “como professores substitutos de professores titulares, que estão em readaptação ou licenças ou em funções administrativas”, e que haviam sido contratados por processo seletivo.
O contrato tinha duração de seis meses, com possibilidade de ser prorrogado por mais 18 meses. A Fundhas alegou que “optou por não renovar os contratos por economicidade, uma vez que as atividades presenciais estão suspensas, sem previsão de retorno”.