Protesto na entrava do CenterVale Shopping – Foto: Divulgação
Um grupo de lojistas do CenterVale Shopping, em São José dos Campos, fez uma manifestação, na tarde desta segunda-feira (6), fechando as lojas por uma hora e cobrando da administração mais apoio aos comerciantes. Segundo eles, objetivo é manter os empregos e os comércios funcionando.
O shopping, que ficou fechado durante mais de dois meses por conta da quarentena, reabriu com restrições, de acordo com recomendação do governo do Estado. Agora, os lojistas pedem uma série de medidas para que os negócios possam sobreviver.
Foi criada a Associação de Lojistas do CenterVale, encabeçada pelo comerciante Bruno Araújo. Segundo ele as principais reivindicações são uma redução maior do condomínio (o horário foi reduzido em 50% e o condomínio em 30%), aluguel como um percentual das vendas (e não um valor mínimo como o praticado hoje), e isenção do fundo de promoção. “Dado que o Shopping não está fazendo atividades para promover o empreendimento”, afirma o comerciante.
Segundo Bruno, desde março, o shopping ainda não definiu a forma e valores que serão cobrados, surpreendendo os lojistas todos os meses, com apenas um dia de antecedência, com boletos e valores muito altos para o faturamento que estão tendo. “A Associação já tentou por diversas vezes renegociar valores, mas nunca obteve sucesso”.
As propostas foram enviadas à administração do shopping no último dia 3 de julho.
Além do horário reduzido, as lojas não podem também abrir aos finais de semana, conforme decreto municipal. A paralisação aconteceu das 13h às 14h – o shopping está abrindo a partir das 12h, de segunda a sexta
Outro Lado
Através de nota enviada pela assessoria de imprensa, o shopping se manifestou e disse que analisa as demandas.
“O CenterVale Shopping informa recebeu as reivindicações e que avalia cada uma das demandas apontadas no documento. O shopping esclarece ainda que adotou uma série de concessões aos lojistas, como descontos agressivos nos custos condominiais e fundo de promoção, além de isenção do aluguel dos meses em que esteve fechado. O shopping reforça ainda que trabalha incansavelmente em medidas que minimizem os impactos decorrentes do avanço da doença com o investimento na estratégia de multicanalidade do shopping, como delivery e drive-thru. O empreendimento ressalta ainda que atua junto aos órgãos públicos e privados, além da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) para encontrar soluções que auxiliem nossos operadores a atravessar o cenário atual”.