Prefeita de Ilhabela, Gracinha Ferreira. Foto: Divulgação
A Câmara de Ilhabela aceitou denúncia feita por um morador e abriu nesta terça-feira (16) processo de cassação da prefeita Gracinha Ferreira (PSD) da função que ocupa desde maio do ano passado.
O pedido foi protocolado pelo morador Wilson Foz, que se baseou em um relatório do TCE (Tribunal de Contas do Estado) sobre os gastos durante a pandemia do coronavírus para acusar a prefeita de ter cometido irregularidades no comando da crise.
No documento, o órgão teria apontado falhas no planejamento, execução e fiscalização de programas assistenciais. No caso do ‘Ilhabela Unida pelo Trabalhador’, por exemplo, o morador afirma no documento que o TCE teria registrado mais de 1.200 beneficiários que receberam em duplicidade.
Segundo a prefeitura, o programa teria como objetivo socorrer os trabalhadores afetados pela crise da Covid-19. Cada contemplado receberia durante três meses o valor de um salário mínimo (R$1.045,00) para a compra de alimentos, gás e medicamentos.
A denúncia foi aceita por unanimidade na Câmara. A comissão processante que deve investigar o caso no Legislativo é formada pelos vereadores Gabriel Rocha (SD), presidente, Nanci Zanato (PPS), relatora e Salete (PSB), membro.
Outro lado
Antes da votação, a prefeita fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais em que defendia o trabalho desenvolvido frente à pandemia. Segundo ela, o pedido de cassação teria teor político.
“Tenho certeza absoluta que não fiz nada de irregular, a não ser querer atender a necessidade de emergência do nosso povo”, disse. “Em alguns casos a gente entende que houve má fé por parte das pessoas e as providências estão sendo tomadas”, continuou. Segundo ela, os casos referentes ao programa estão sendo revistos individualmente.
Gracinha Ferreira, que era vice-prefeita, assumiu o cargo após o então prefeito Márcio Tenório (MDB) ter cargo cassado.
