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Em tom pessimista, o presidente da Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, Luiz Carlos Moraes, anunciou na sexta-feira (5) o balanço de vendas de maio e com ele uma previsão bastante negativa para este ano.
No ritmo de retração registrado após o início da quarentena por causa da pandemia do coronavírus, a tendência é de que as montadoras deixem de vender um milhão de veículos em 2020.
Depois de três meses de queda drástica, a expectativa é de que junho inicie uma leve recuperação, graças a abertura parcial das concessionárias e o retorno da produção de carros de passeio, ainda de forma embrionária, no decorrer do mês de junho. Ainda assim, a estimativa é de fechar o ano com apenas 1,675 milhão de unidades, contra 2,788 milhões no ano passado.
A produção em maio foi de 43 mil veículos, queda de 84% sobre maio do ano passado. Esse número é resultado do retorno das fábricas de caminhões, todas elas retomando a produção em maio. Algumas fábricas de automóveis votaram a produzir, mas em ritmo lento, e outras devem retomar no decorrer deste mês.
Se produção e vendas estão baixas, as exportações chegam ao fundo do poço. Houve uma queda de 91% no mês, com apenas 3,9 mil carros vendidos para outros países. É o pior maio desde 1978, ou seja, dos últimos 42 anos! E é o pior acumulado (janeiro a maio) dos últimos 10 anos (2002). A expectativa é de vender apenas 380 mil carros para o exterior este ano, uma vez que a crise afeta diretamente os principais compradores do Brasil: Argentina, Chile, Colômbia e Peru.
