Foto: José Cruz/Agência Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira (28) que acha “muito difícil” que o auxílio emergencial para informais não seja prorrogado por mais três meses depois de junho. O valor de R$ 600 será discutido, no entanto.
“Acho muito difícil que não seja prorrogado. A gente sabe o custo. Eu tenho medo de redução do custo do auxílio emergencial, o que isso impacta na reação das pessoas. Não é uma decisão simples. Prorrogar acho que é um consenso. O que vai se debater é o valor”.
O valor é definido pelo Congresso Nacional. A proposta encaminhada pelo governo previa, inicialmente, um auxílio de R$ 200. Parlamentares defenderam o aumento para R$ 600. O governo ainda não definiu uma proposta para a prorrogação, no entanto.
Maia disse também que aguarda a proposta de reforma administrativa do governo federal para pautar, em conjunto, uma redução de gastos no Legislativo.
“O grande debate não é teto de gastos. É fazer a reforma administrativa. Qual? certamente será mais dura do que o governo tinha preparado no ano passado”.
Maia frisou, porém, que a redução do valor do auxílio para menos de R$ 600, defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, “pode ter consequências também na base da sociedade”.
