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A Prefeitura de Guaratinguetá irá utilizar hidroxicloroquina para tratar pacientes ainda na primeira fase de infecção do novo coronavírus. O anúncio foi feito em meio à contestações científicas em torno do medicamento, já que sua eficácia não é comprovada a pacientes em casos leves pelos principais órgãos mundiais de saúde.
De acordo com a prefeitura, a decisão foi tomada com base em estudos que apontam que a hidroxicloroquina, a azitromicina e o sulfato de zinco são eficientes diante de análise e acompanhamento médico. O município não explica quais os estudos, que foram solicitados pela reportagem de OVALE.
“Todos os estudos mostram que na fase viral os remédios que nós vamos aplicar têm uma eficácia muito maior. Ninguém está fazendo isso”, disse o prefeito Marcus Soliva (PSB).
Para o tratamento, a cidade prevê receber uma doação de até 20 mil comprimidos de hidroxicloroquina nos próximos dias. Já foram recebidos mil do medicamento azitromicina nesta semana.
O anúncio de mudança do protocolo na saúde foi feito pelo prefeito nas redes sociais. A cidade deve ser a primeira da RMVale a introduzir o medicamento ainda em casos leves, para tratamento em domicílio. A publicação é seguida de uma série de questionamentos de munícipes sobre o embasamento científico da decisão.
