Foto: Sergio Nascimento
O governador João Doria (PSDB) anunciou nesta sexta-feira (8) a prorrogação da quarentena contra o novo coronavírus até o dia 31 de maio em todo o estado de São Paulo.
Segundo ele, as condições de avanço da pandemia ainda não permitem uma flexibilização da medida, com reabertura do comércio. A informação foi apresentada em coletiva no Palácio dos Bandeirantes.
“Gostaria de dar hoje um recado diferente, mas o cenário é desolador”, iniciou, o governador. “Nenhum país do mundo conseguiu relaxar as medidas de isolamento social com a curva de contaminação em alta. Infelizmente, nas últimas semanas houve um desrespeito à quarentena, em São Paulo e em outras parte do Brasil, e o número de casos aumentou”, continuou Doria, em seu discurso.
Segundo o médico Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, o isolamento social poupou mais de 40 mil vidas desde 24 de março, quando a quarentena foi adotada em São Paulo. Covas assume o Centro de Contingência do Coronavírus com afastamento temporário do infectologista Dr. David Uip, que está em casa por recomendação médica.
O diretor explicou que um possível relaxamento da quarentena se basearia na combinação de dois índices: redução do número de casos e taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) inferior a 60%.
“Quanto mais alta a taxa de isolamento, mais rapidamente atingiremos esses dois índices”, afirmou, Dimas, que ainda apontou a necessidade de taxa mínima de isolamento de 55%. “Se não conseguirmos isso nós teremos problemas para o atendimento dos pacientes”, complementou o secretário de Estado de Saúde, José Henrique Germann.
O atual prazo de quarentena previsto vai até o domingo, dia 10, mas, nos últimos dias, o Estado destacava que uma eventual flexibilização seria baseada em dados científicos, e que, com os baixos índices de isolamento, o período poderia ser expandido.
Até essa sexta-feira (8), o estado de São Paulo soma 41.830 casos de coronavírus e 3.416 mortes em decorrência da doença.
