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O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que prestou depoimento por quase nove horas Polícia Federal, em Curitiba, neste último sábado (2) afirmou que a oitiva foi “tranquila”.
Moro disse a interlocutores que o depoimento “foi longo, mas tranquilo”. O ex-ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jata chegou para depor pouco depois das 14h deste sábado (2). “Fiz um relato histórico de uma série de situações. Prova? Tem bastante coisa”, disse o ministro, segundo relatos obtidos pela Veja. Na manhã deste domingo (3), Moro tuitou que “há lealdades maiores que as pessoais”.
Neste sábado, antes do depoimento, Bolsonaro chamou Moro de “Judas” no Twitter. Ao sair do governo Jair Bolsonaro, Moro fez graves acusações, incluindo a tentativa de interferência política na PF com a indicação de Alexandre Ramagem para a diretoria-geral do órgão.
As declarações levaram o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) a suspender liminarmente o nome de Ramagem para o cargo.
Decano do Supremo, o ministro Celso de Mello deu cinco dias para Moro prestar esclarecimentos na sede da PF em Curitiba. Enquanto Moro era ouvido, diversos apoiadores de Bolsonaro e da Lava Jato protestaram diante da sede da PF.
O longo depoimento de Moro foi acompanhado por três procuradores designados pela PGR (Procuradoria Geral da República) e delegados da PF.
