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Desde que seu pedido de prisão domiciliar foi aceito, Ronaldinho Gaúcho passa seus dias em um hotel de luxo ao lado apenas do irmão, Assis, e dos funcionários do local. Encarcerado desde o dia 6 de março, o ex-jogador falou pela primeira vez à imprensa.
“Foi um duro golpe, nunca imaginei que passaria por uma situação dessas. Durante toda a minha vida, procurei alcançar o mais alto nível profissional e alegrar as pessoas com o meu futebol”, disse ele à à TV paraguaia ABC.
Ronaldinho e o irmão estão sendo investigados pela justiça paraguaia por entrarem no país utilizando documentos falsos. O brasileiro falou sobre os motivos que o levaram ao Paraguai: “tudo o que fazemos é feito sob contratos gerenciados por meu irmão, que é meu representante. Nesse caso, participamos do lançamento de um cassino online, conforme especificado no contrato, e do lançamento do livro ‘Craque da Vida’, organizado com a empresa no Brasil que tem o direito de explorar o livro no Paraguai”.
Por causa da pandemia do novo coronavírus, Ronaldinho e Assis são os únicos hospedes do hotel. Do saguão, o ex-astro afirmou que ficou totalmente surpreso” quando descobriu que os documentos com os quais haviam entrado no Paraguai não eram legais: “desde então, nossa intenção tem sido colaborar com a justiça para esclarecer o fato, como temos feito desde o início. Desde esse momento até hoje, explicamos tudo e fornecemos o que a justiça solicitou de nós”, acrescentou.
O ex-jogador deu entrevista de máscara e mantendo o distanciamento dos jornalistas, como recomendam as autoridades de saúde, mas tirava a proteção da boca sempre que respondia uma pergunta.