Foto: Erich Shibata Nishiyama
A Embraer abriu procedimentos arbitrais após a Boeing rescindir o acordo entre as duas companhias, que resultaria na criação da empresa Boeing Brasil Commercial, que abrigaria a divisão comercial da brasileira.
Pelo negócio, desfeito no último sábado, a Boeing pagaria US$ 4,2 bilhões para deter 80% da aviação comercial da Embraer.
Em comunicado ao mercado, a empresa brasileira disse que buscaria arbitragem sobre a rescisão do negócio.
Trata-se de um procedimento para solução de conflitos em negociações, sem ainda envolver a esfera judicial. Sigiloso, o processo é normalmente julgado por um especialista indicado pelas partes em conflito.
No sábado, a Boeing rescindiu o acordo dizendo que a Embraer não havia atendido “as condições necessárias”.
No mesmo dia, a Embraer divulgou nota afirmando que a Boeing havia rescindido o contrato “indevidamente” e que buscaria “todas as medidas cabíveis contra a Boeing pelos danos sofridos como resultado do cancelamento indevido e da violação” do acordo.
A Embraer já reportou gastos de R$ 485,5 milhões apenas no ano passado com os custos da separação da divisão comercial de outros segmentos da companhia.
