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Nem sempre acordamos com o melhor humor e tem hora que o vento sopra de um jeito diferente na gente, mais frio e inquietante. Precisei então me aquecer e exercitar os músculos, e não foram os do corpo, mas os da esperança, do otimismo, dos bons pensamentos. Às vezes, esses músculos se atrofiam e é preciso colocá-los em ação, especialmente num momento de crise como este. Recorri à oração e à meditação para acalmar o coração e busquei encontrar soluções práticas que me trouxessem lembranças que mais trariam esperança.
Encontrei fé, ao ver as fotos da minha família, aconchego, no cheiro do bolo de banana que preparei e me levou à minha feliz infância, confiança, ao trocar mensagens com uma amiga, alegria, ao ver o rosto sorridente do meu filho. Reabastecida emocionalmente e com a mente exercitada de otimismo fui ainda surpreendida pela natureza: após algum tempo apenas com folhagens uma de minhas orquídeas floresceu! Elas ainda florescem, mesmo em meio ao caos instalado!
O crepúsculo também continua magnífico e ensina que o dia encerra para a noite começar. Assim somos nós: precisamos de um pouco de sombra para ver a luz, das perdas para valorizar os ganhos, das dores para a lapidação do ser, do afastamento para brindar o reencontro, das mortes e ressurreições diárias para conceber a vida de um jeito sagrado, do silêncio para viver a Hora da Presença! Vamos exercitar os músculos da fé e seletivamente escolher as informações ao nosso redor que alimentam positivamente nossas almas.
Que sejamos como as flores e continuemos a florescer delicadamente neste momento em todas as cores, aguardando a Primavera para o florescer conjunto, exuberante e universal.