Foto: Rachel Loiola
Hoje amanheci uma hora depois do habitual, aspecto positivo da quarentena! Optei por ser um pouco girassol e convidei o sol para dançar na varanda do meu apartamento. Me senti viva, aquecida e com uma vontade enorme de cuidar de mim. Resolvi tomar um banho caprichado com um sabonete especial que estava guardado ouvindo uma bela música. Não esfreguei minha pele, mas a toquei com gestos suaves e delicados. Senti o cheiro do sabonete, a água morna que caía e agradeci pela oportunidade. Após o uso de um belo hidratante corporal, passei uma maquiagem suave pra ficar em casa e borrifei um suave perfume. Como foi bom ver uma carinha animada sorrindo pra mim no espelho!
Na cozinha, comecei a refletir sobre o tipo de alimento que meu corpo ansiava. Frutas, café, carne, ovos? Percebi que nunca havia me perguntado sobre isso, pois sempre me ligava no automático para poupar o tempo. Mas, agora, não preciso poupar tempo! Posso me escutar, me sentir, me perceber. Posso me aquietar e até sentir meu respirar e pulsar.
Pausas, como é difícil fazê-las durante o corre-corre da vida! Podemos enlouquecer com a permissão dessa pausa que o mundo está dando ou resinificá-la. O momento favorece uma leitura interna dos sentidos do viver de cada um. Encontrar esse sentido nas coisas simples da vida é um bom começo. Se conheça e se re-conheça. Ao final dessa parada podemos ter descoberto o verdadeiro sentido do existir! Essa descoberta precisa ser primeiro singular, para depois ser plural. Imagina se todos puderem aproveitar esse precioso tempo para alcançarem esse busca?! Seremos uma sociedade com indivíduos engajados em seus propósitos e dispostos a construírem um mundo melhor.
Façamos nossa parte ficando em casa, aproveitando o tempo livre e se reconectando com os próprios valores e, também, vibrando pensamentos, orações e energias de paz e amor ao mundo inteiro! Bem-aventurados os que compreendem o momento para o desfrute de um mundo regenerado que está por vir!
