
O governo estadual admite que as próximas duas semanas serão um “período crítico” para a disseminação do novo coronavírus e que o “tamanho” da epidemia no estado será verdadeiramente conhecido.
Coordenador da rede de laboratórios para diagnóstico da doença e diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas falou sobre o assunto em entrevista coletiva, nesta sexta-feira (3), no Palácio dos Bandeirantes.
“Temos que olhar as projeções e ver o que vem pela frente. É importantíssimo esse momento. Estamos no começo da epidemia. Nas duas e três próximas semanas vamos conhecer o tamanho da epidemia, se encontraremos um Everest ou um monte mais suave.”
Em resposta ao questionamento do Jornal OVALE sobre a preparação do Estado para enfrentar o pico da doença, com um período crítico de infecção nas próximas semanas, o governador João Doria (PSDB) afirmou que o governo já vem tomando as medidas.
“Além de medidas preventivas de saúde, preparação do sistema hospitalar, de atendimento, de equipamentos de proteção individual, de compra e aquisição de respiradores e mobilização de prefeituras municipais, a melhor medida agora é fique em casa”.
O secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, disse que a vacinação contra a gripe Influenza, que segue até maio, foi tomada para desafogar o sistema de saúde de eventuais doentes por gripe e “ter sintomatologia parecida com coronavírus”.
Além disso, ele citou medidas como “estoques de EPI [Equipamento de Proteção Individual] em ordem e rede preparada para atendimento” para enfrentar o período crítico. “Enfim, tudo isso vai no sentido de prevenir a incidência da doença, proteger os positivos e evitar a morte”.
Quarentena
Ainda sem confirmar se a quarentena será ampliada no estado — período inicial acaba em 7 de abril –, Doria vem reforçando o pedido para que as pessoas permaneçam em casa, quem puder. Dessa forma, sinaliza para uma provável manutenção da restrição por mais tempo.
“As pessoas devem seguir as recomendações das autoridades de saúde, aqueles que orientam corretamente, como o Ministério da Saúde e o governo de São Paulo, a nossa Secretaria de Saúde. O mais importante é ficar em casa”.