
O deputado federal Eduardo Cury (PSDB) concedeu entrevista, ao vivo via Skype, para o Jornal Abre Aspas, nesta quarta-feira (1). Questionado sobre suas ações de combate ao coronavírus, o parlamentar disse que já havia apresentado um documento com ações de enfrentamento a doença há mais de 50 dias e que o “governo demorou muito para acordar para o problema”.
“Prevendo uma crise econômica, eu fiz um documento procurei dois ministros de estado que eu tinha acesso, procurei deputados influentes, procurei até o presidente da Câmara Rodrigo Maia, isso há 50 dias atrás. O presidente da Câmara foi o único que levou a frente minha idéia. Então Maia falou que nós tínhamos que convencer o Paulo Guedes para que o governo edite uma Medida Provisória, com nosso compromisso de aprovação. E naquele momento o ministro Paulo Guedes, não tinha entendido ainda da gravidade da situação, tanto é, que ele ficou no Rio de Janeiro 10 dias e só foi para Brasília na segunda-feira”, disse Cury.
Dentre as medidas do seu documento de enfrentamento a pandemia, Cury ressaltou a possibilidade de redução de parte do salário dos deputados, fato – que segundo ele, foi descoberto pela Revista Crusoé e depois abordado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (MDB).
Medidas de combate ao coronavírus no Vale do Paraíba
Eduardo Cury disse que conversou, em sigilo, com prefeitos do Vale do Paraíba – seu redulto eleitoral, e deu um exemplo de cooperação citando as ações do prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB). “Por minha sugestão ele comprou respiradores a prefeitura de São José, comprou respiradores de reserva, deslocou toda Pediatria do Hospital Municipal para o Lucy Montoro. Prestou atenção se mobilizou tomou as medidas mais cedo”.
Impeachment de Jair Bolsonaro
Questionado, Cury alegou que não vê condições para um Impeachment do presidente, Jair Bolsonaro (Sem partido). “Pese quê para você caminhar com o processo de Impeachment você precisa de todas as condições, mas a primeira delas que é um ato de ilegalidade, que foi o caso da Dilma que maquiou as contas, ela emprestou o dinheiro para o [próprio] governo, falsificando documentos para que isso pudesse ocorrer. Eu não vejo, nesse momento, essa condição de ilegalidade clara do presidente Jair Bolsonaro.