Foto: Michael Schwenk
Começa a valer nessa terça-feira, em todos os 645 municípios de São Paulo, a quarentena decretada pelo governador João Doria (PSDB). A medida, anunciada pelo tucano no último sábado, terá validade de 15 dias, entre 24 de março e 7 de abril. O objetivo é reduzir a circulação de pessoas e combater a disseminação do novo coronavírus.
A quarentena impõe o fechamento do comércio, exceto serviços essenciais de alimentação, abastecimento, saúde, bancos, limpeza e segurança.
O fechamento do comércio atinge todas as lojas com atendimento presencial, inclusive bares, restaurantes, cafés e lanchonetes. Estabelecimentos que servem alimentos e bebidas em mesas ou balcões só poderão atender pedidos por telefone ou serviços de entrega.
Só ficarão abertos estabelecimentos com atendimento presencial que prestam serviços considerados essenciais.
Nos serviços de saúde, está liberado o funcionamento de hospitais, clínicas (inclusive as odontológicas) e farmácias. No setor de alimentação, podem funcionar supermercados, hipermercados, açougues e padarias (sem consumo no estabelecimento). No setor de abastecimento, poderão atuar normalmente transportadoras, armazéns, postos de gasolina, oficinas, transporte público, táxis, aplicativos de transporte, serviços de call center, pet shops e bancas de jornais.
Os demais setores que poderão oferecer serviços durante a quarentena são: empresas de segurança privada; empresas de limpeza, manutenção e zeladoria; bancos, lotéricas e correspondentes bancários.
O cumprimento da quarentena será fiscalizado pelo Estado e também pelas prefeituras.
Indústrias não serão afetadas para evitar ‘colapso no abastecimento’, afirma Doria
A quarentena não afetará o funcionamento das fábricas. “Todas as fábricas devem continuar operando, com os cuidados sanitários. Fábricas não têm contato com público”, disse Doria. “São Paulo tem mais de 40% da produção do país e não podemos ter colapso no abastecimento de produtos básicos”, completou. O governador explicou também que o setor da construção civil continuará a trabalhar, respeitando os “cuidados sanitários”. “Não podemos ter paralisação desse setor, nem mesmo em obras de hospitais, prontos socorros, rodovias e metrôs”. O tucano argumentou ainda que borracharias e oficinas mecânicas “podem e devem funcionar”, pois “não é razoável proibir, porque ambulâncias e veículos devem ter manutenção”.
Aglomerações e festas poderão levar envolvidos para a cadeia
Durante a quarentena, aglomerações e festas ao ar livre, como os chamados ‘pancadões’, serão considerados ilegais e deverão ser coibidos pela Polícia Militar. “Pessoas poderão ser presas e sofrer sanções da lei se fizerem eventos de rua, com bailões funk”, disse Doria. “Ato de irresponsabilidade participar disso. Tenham consciência, podem haver vítimas na saúde. Que os pais dialoguem com filhos e peçam para não participarem de bailes”, acrescentou. “Não estamos de férias, estamos numa guerra. Pessoas precisam ter consciência disso”, completou o governador.
