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O governo do Rio de Janeiro decidiu fechar as fronteiras com Minas Gerais, Espírito Santo e com São Paulo, incluindo o Vale do Paraíba, como medida de prevenção ao avanço do coronavírus no país.
Até agora, o estado tem duas mortes causadas pela doença, além de 65 casos confirmados – ficando atrás, apenas, justamente de São Paulo. De acordo com o governador Wilson Witzel (PSC), o decreto prevê que o controle seja feito pela Polícia Militar em conjunto com a Rodoviária Federal.
A tendência é que o governador fluminense deixe a determinação sujeita a retificação das agências federais.
“O decreto será publicado hoje (quinta), mas como bom magistrado que fui, minha determinação estará sujeita a ratificação pelas agências federais, sob pena da omissão resultar na responsabilização direta do Governo Federal e agentes da União. Vamos monitorar quem entrar e depois comunicar o Ministério Público”, disse o governador antes da publicação.
ABRIGOS
A possível chegada do Covid-19 nas favelas e comunidades do Rio preocupa deputados da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado), que defendem a construção imediata de abrigos e hospitais de campanha onde as pessoas isoladas possam ser acolhidas. O temor dos parlamentares é que as moradias diminutas, onde moram muitas pessoas da mesma família, não tenham espaço para garantir com segurança a quarentena dos infectados, que acabariam passando a doença para os demais parentes.
A Alerj aprovou dez projetos relacionados ao coronavírus nesta quarta-feira e um deles autoriza o governo do estado a requisitar propriedades privadas, como hotéis, pousadas e até motéis, para viabilizar o cumprimento de quarentenas, isolamentos e demais tratamentos médicos. Segundo o projeto, os proprietários terão direito de receber pagamento posterior pela utilização.
O deputado Carlos Minc (PSB) disse que o governo do estado pode estar perdendo o prazo ideal para começar a prover os locais onde ficarão as pessoas isoladas em quarentena, pois existe uma logística complexa que inclui a instalação de equipamentos e contratação de pessoal.
“Este é o problema mais sério. Se 20 ou 30 pessoas na Rocinha se contaminarem, isso vai se expandir, pois as casas são grudadas uma nas outras e em cada uma moram muitas pessoas. Nós já perdemos muito tempo e o quadro de evolução [da doença] é semelhante ao da Itália”, afirmou Minc.
