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Taubaté alcançou 46 pacientes suspeitos de contaminação pelo novo coronavírus, liderando na região com mais do que o dobro de São José dos Campos, que tinham 20 casos suspeitos.
Segundo a Vigilância Epidemiológica de Taubaté, os pacientes suspeitos estiveram em “unidades de urgência e emergência, passam bem, seguem em isolamento social em suas residências e são monitorados”.
Na cidade, oito casos já foram descartados, elevando para 54 o número total de casos registrados em Taubaté.
Agora já são 15 as cidades da região que registraram ao menos um caso suspeito da doença, que até o último balanço, divulgado às 7 horas da manhã de hoje (18), são 350 casos confirmados.
Outras cidades da região com casos suspeitos são: Ubatuba (15), Jacareí (14), Pindamonhangaba (14), Ilhabela (10), Caraguatatuba (9), Caçapava (7), Cruzeiro (4), Campos do Jordão (4), São Sebastião (2), Lagoinha (2), Cachoeira Paulista (1) e Guaratinguetá (1).
As cidades que tiveram maior aumento nos casos foram Ubatuba, Pindamonhangaba e Ilhabela, além de Taubaté.
O crescimento no município levou a Prefeitura de Taubaté a declarar estado de emergência contra a disseminação do novo coronavírus, com medidas de restrição em todo território.
Entre elas, estão a aquisição e locação de ambulâncias, antecipação da abertura de uma nova ala no Hospital Municipal com leitos específicos para o tratamento da doença e a contratação de novos clínicos gerais e enfermeiros.
Segundo o secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, a tendência é de aumento dos casos graves da doença, o que leva a mais restrições.
“Esperamos mais óbitos, pois vivemos numa epidemia. As restrições são progressivas. Gradativamente, conforme a necessidade, é que iremos aumentar ou diminuir as restrições”, afirmou.
Além da doença, autoridades tentam combater fake news sobre a pandemia
Uma imagem circulava por grupos de WhatsApp na internet com a informação de que Ubatuba havia registrado a primeira morte por coronavírus na região. A prefeitura da cidade tratou de desmentir. Era fake news. Informações falsas têm circulado com frequência nas redes sociais e atrapalhado o combate à doença, que já matou mais de 7,8 mil pessoas no mundo.
A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) foi uma das vítimas. Circulam informações atribuídas à Fiocruz sobre o tamanho do coronavírus, como se propaga e quanto tempo vive em ambiente externo e até consumo de água que são todas falsas, como esclareceu a entidade.
