
Foto: Charles Moura/PMSJC
O governo Felicio Ramuth (PSDB) trabalha com a data de 30 de março para liberar para tráfego tanto o Arco da Inovação quanto a extensão completa da Via Cambuí. A data foi confirmada pelo secretário de Mobilidade Urbana, Paulo Guimarães, em entrevista a OVALE e SPRio .
“A gente acredita que o trânsito nas pontes [do Arco da Inovação] possa ser liberado até essa data, estamos trabalhando para na próxima semana começar a fazer os ajustes finais. Temos previsão de entrega da infraestrutura da ponte para o próximo dia 15, e aí a gente entra com sinalização para poder permitir o fluxo de veículos”, disse o secretário.
Outras obras relacionadas ao Arco, como o alargamento da ponte que fica sobre o Córrego Senhorinha, além da parte de paisagismo e iluminação ornamental, serão concluídas até maio.
Cambuí
No caso da Via Cambuí, dos 8,6 quilômetros de extensão, 3,5 quilômetros já foram liberados – o prolongamento da Rua Saigiro Nakamura, na Vila Industrial (300 metros), e a ligação entre as rotatórias da Estrada Aeroporto-Tamoios e do Recanto dos Eucaliptos (1,5 quilômetro) foram liberados no ano passado, e o trecho no entroncamento com a Avenida Juscelino Kubitschek, na Vila Tatetuba (1,7 quilômetro), foi liberado em fevereiro desse ano.
“A Via Cambuí está em estágio mais avançado, e tem previsão de entrega total, sem mais nenhum tipo de obra complementar, no próximo dia 30”, afirmou Guimarães. “Tem algumas alças complementares que a gente está finalizando nos próximos dias, e o trecho central, ligando o condomínio Verana à Igreja da Cidade, isso fica para o dia 30”, reforçou o secretário.
Atraso
Duas das maiores vitrines do governo, as obras do Arco da Inovação e da Via Cambuí têm dois pontos em comuns: atrasaram e vão custar mais do que o previsto inicialmente.
Iniciada em fevereiro de 2018, a construção da Via Cambuí tinha prazo de entrega para 2 de outubro de 2019. Depois, a previsão de conclusão foi transferida para dezembro e, na sequência, para janeiro de 2020. Depois, para 30 de março. O valor inicial da obra era de R$ 90,397 milhões, mas o custo atualizado já está em R$ 110,213 milhões, devido à inclusão de itens não previstos e a reajustes contratuais para reposição da inflação. O serviço é executado pelo Consórcio ED, que é formado pelas empresas Enpavi e DP Barros.
Já a obra da ponte estaiada, iniciada oficialmente em 2 de julho de 2018, deveria ter sido concluída pela construtora Queiroz Galvão em 2 de setembro de 2019. O prazo foi adiado para 24 de dezembro e, depois, para o fim desse mês.
A obra, que custaria R$ 48,517 milhões, está 20,08% mais cara. O contrato, que já havia sido reajustado em R$ 1,838 milhão em abril passado, sofreu acréscimo de R$ 7,9 milhões em novembro, chegando a um custo de R$ 58,26 milhões.
Ao todo, serão gastos pelo menos R$ 9,743 milhões a mais do que o previsto..