Ponto turístico: Museu Frei Galvão, no centro de Guaratinguetá. Foto: Rogério Marques
O governo do Estado irá assumir nesta quarta-feira (19) a gestão do aeroporto Edu Chaves, em Guaratinguetá, de olho na privatização e em aproveitar o potencial do turismo religioso da região.
Uma cerimônia no gabinete do prefeito Marcus Soliva (PSB) amanhã irá oficializar a transferência para o Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo).
A intenção do governo estadual é dar sequencia ao plano de desestatização dos aeroportos de São Paulo. A expectativa é que todos os pontos, inclusive o de Guaratinguetá, tenham sua privatização concluída já em 2020.
“O capital privado ampliará a capacidade do aeroporto, aumentando a oferta de voos e incrementando a demanda pelo turismo religioso, que é uma vocação da região, e turismo de negócios, o que vai gerar mais desenvolvimento econômico e social para os municípios e população”, afirmou nesta segunda-feira o secretário estadual de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto.
O Estado ainda não revelou detalhes, mas OVALE apurou que a responsável pelos trabalhos de gestão até a desestatização será Cleonice da Silva Andrade, responsável pela gestão do aeroporto Gastão Madeira, em Ubatuba, na década passada.
“Temos área de 220 mil m² de área para construir terminal de passageiro, cargas e hangares, para oficinas, escola de piloto, transporte de carga e ainda a possibilidade de passar a pista de 1.551 para 1.951 metros. Temos 400 metros para ampliar e ficaremos com pista do tamanho do aeroporto de Congonhas, que permite pouso e decolagem de jatos comerciais grandes. Caminha muito bem essa questão”, afirmou o prefeito Marcus Soliva (PSB).
Ao todo, as cidades do Circuito da Fé recebem cerca de 16 milhões de turistas por ano. “A aviação regional precisa ser fortalecida, para interligar o interior de São Paulo a capitais e com o mundo”, completou o chefe do Executivo.
