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O atraso no pagamento dos salários dos 156 funcionários do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) na região de Taubaté gerou um atrito entre as prefeituras que integram o Cisamu (Consórcio Intermunicipal do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) do Vale do Paraíba e Região Serrana.
O atrito começou na semana passada, após o prefeito de Taubaté, Ortiz Junior (PSDB), atribuir a demora no pagamento dos salários a um suposto atraso nos repasses por parte dos outros municípios que integram o consórcio – presidido pelo tucano, o Cisamu também é formado por Campos do Jordão, Tremembé, Santo Antonio do Pinhal, Lagoinha, Redenção da Serra, Natividade da Serra e São Luiz do Paraitinga.
“Tremembé não pagou, Campos do Jordão não pagou. Dos municípios da região da serra, ninguém pagou. Aí fica difícil. Eu não vou pagar a conta desses municípios”, disse Ortiz, em áudio enviado à vereadora Vivi da Rádio (PSC) e que foi compartilhado com funcionários do Samu em aplicativos de mensagem. “Levantei aqui: somente um município pagou, além de Taubaté”, afirmou o tucano, dizendo acreditar que esse município seria Redenção da Serra. “Não tem como pagar salário picado. Tem que integralizar o valor e depois pagar”, completou. A data para depósito dos salários é o quinto dia útil de cada mês. Em janeiro, o pagamento foi feito apenas no dia 15.
REPERCUSSÃO
A declaração de Ortiz gerou uma reação em cadeia, na qual prefeituras citadas passaram a contestar a afirmação do tucano. “O que foi acordado, quando foi firmado o acordo, é que trabalharíamos com caixa. Pagaríamos no mês o dinheiro para o salário do mês seguinte”, afirmou o secretário de Administração de Lagoinha, José Guilherme Correa, que disse que o município está em dia com os repasses.
“São Luiz do Paraitinga efetuou os repasses em dia”, afirmou o secretário de Finanças do município, Luiz Rogério da Silva Filho. Ele explicou que, desde o início do consórcio, as cidades dividem os repasses em duas parcelas: uma todo dia 10 de cada mês, quando recebem o valor referente ao FPM (Fundo de Participação dos Municípios), e outra quando recebem o valor do FNS (Fundo Nacional da Saúde), o que não ocorre em data específica.
Campos do Jordão negou ter havido qualquer atraso. Tremembé informou que está em dia com os repasses. Apenas Santo Antonio do Pinhal reconheceu ter havido atraso “excepcionalmente” em janeiro. Natividade e Redenção da Serra não se manifestaram.
Procuradas, a Prefeitura de Taubaté e o Cisamu também não comentaram o caso.
