
Foto: Claudio Vieira/PMSJC
O governo Felicio Ramuth (PSDB) assinou esse mês um aditamento que deixou o contrato da obra da Via Cambuí R$ 1,585 milhão mais caro, chegando ao total de R$ 110,213 milhões.
Segundo a gestão tucana, a medida visa “assegurar a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do contrato” firmado com o Consórcio ED, que é formado pelas empresas Enpavi e DP Barros.
“Devido aos aumentos dos preços sobre os derivados de petróleo, o que acarretou considerável elevação nos valores de insumos betuminosos, foram necessárias a repactuação de valores de alguns itens da planilha, de maneira a reestabelecer a relação que as partes pactuaram inicialmente entre os encargos do contratado e a retribuição da administração para a justa remuneração da obra”, alegou o governo Felicio, em nota à reportagem.
Custo
O valor inicial da obra da Via Cambuí era de R$ 90,397 milhões. Ou seja, com esse novo aditamento, a construção já teve o custo acrescido em 21,91%. O custo começou a crescer em janeiro de 2019, com um aditamento de R$ 8,46 milhões para a inclusão de itens como a rotatória da Avenida Madre Tereza de Calcutá, a alça de acesso na Avenida Glaudiston de Oliveira e a rotatória e duplicação no acesso à Igreja da Cidade. Em abril passado houve reajuste de R$ 2,779 milhões. E em novembro a obra ficou R$ 6,99 milhões mais cara para a inclusão de serviços como remanejamento da rede água e guarda-corpo.
Obra atrasa novamente e só deve ser entregue no fim de março desse ano
Além da obra ter ficado mais cara, deve demorar ainda mais para ficar pronta. Iniciada em fevereiro de 2018, a construção tinha prazo de entrega para 2 de outubro de 2019. Depois, foi transferido para dezembro e, na sequência, para janeiro de 2020. Agora, para 30 de março. Para atenuar o atraso, o governo Felicio programou entregas parciais de trechos.
Em julho passado foi liberada uma rua de mão dupla, com 300 metros, que liga a Rua Saigiro Nakamura com a Avenida Juscelino Kubitschek, na Vila Industrial. No fim de 2019 foi entregue um trecho de 1,3 quilômetro entre a Estrada Aeroporto-Tamoios e a rotatória do Residencial Verana.