Foto: Luís Blanco/A2img
A Polícia Militar realizou 212 operações contra “pancadões do funk” na Região Metropolitana do Vale do Paraíba neste ano, um recorde para a corporação.
Foram quase 20 operações por mês, em média, para conter os chamados “fluxos do funk”, que geram reclamações de perturbação do sossego, tráfico de drogas e exploração sexual de menores nas principais cidades da região.
Durante essas operações, ainda segundo a PM, 14 pessoas foram presas, dois adolescentes foram apreendidos e três procurados foram capturados.
No total, os policiais abordaram 4.178 pessoas, vistoriaram 302 estabelecimentos comerciais e 1.960 veículos, com 141 deles removidos e quatro veículos recuperados.
A ‘Operação Pancadão’ vai ser mantida na região mesmo depois da tragédia em Paraisópolis, em São Paulo, que terminou com nove pessoas mortas pisoteadas depois de ação da Polícia Militar num baile funk.
O comandante do CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior), coronel José Eduardo Stanelis, garantiu que as operações são realizadas dentro do rigor a lei e visam combater ilícitos, preservar vidas e garantir o sossego da população.
“O ‘pancadão’ não respeita a tranquilidade das pessoas que moram nas redondezas [de onde é realizado]. Há gente idosa, recém-nascidos e doentes que têm problemas com o barulho”, afirmou.
“Os eventos geram situações de desrespeito. Não raro, há tráfico de drogas, exploração de menores e outros tipos de transtorno. Se a polícia não age, pode ocorrer de alguém querer fazer justiça com as próprias mãos”.
Em nota, o CPI-1 informou que as operações contra os “fluxos do funk” ocorrem em todo estado, visando a “manutenção da percepção de segurança e da paz social aos cidadãos”.
No Vale, as ações ocorrem em parceria com órgãos municipal de fiscalização e agentes das Guardas Civis Municipais.
A parceria serve para uma atuação, segundo a PM, não apenas de caráter policial, mas também na “fiscalização de trânsito e estabelecimentos comerciais irregulares”.
