Foto: Charles de Moura/Arquivo PMSJC
Entre as 39 cidades do Vale do Paraíba, 22 (56%) ainda não conseguiram cumprir a meta do governo estadual de reduzir pela metade as mortes em acidentes de trânsito. As cidades têm o compromisso de atingir a meta até 2020.
Faltando poucos meses para o final do prazo, esses municípios não conseguiram reduzir as mortes em 50% como quer o governo.
E o quadro é ainda pior.
Oito cidades da região aumentaram o número de vítimas fatais em acidentes de trânsito nos primeiros nove meses de 2019 comparado a igual período de 2015, quando a meta foi lançada pelo Movimento Paulista de Segurança no Trânsito.
Em igual período de comparação, quatro cidades mantiveram o mesmo número de mortes, enquanto 10 reduziram abaixo da meta do estado.
No Vale, 12 cidades já cumpriram a meta, enquanto outras cinco não tiveram mortes no trânsito em 2019 e 2015.
Em 2019, considerando de janeiro a setembro, a RMVale registra 266 mortes em acidentes de trânsito, número que sobe para 304 no mesmo período de 2015, segundo o Infosiga.
Com isso, a região registra queda de 12,5% no número de óbitos de um ano para o outro, também abaixo da meta do governo estadual.
A média mensal de vítimas fatais no trânsito, entre janeiro e setembro, é de 30 Neste ano, 35 em 2018 e 34 em 2015.
Os outros dois anos da série histórica do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo) têm média menor: 28 (2017) e 29 (2016).
MAIS MORTES
Os municípios do Vale do Paraíba que mais aumentaram os óbitos em acidentes de trânsito de janeiro a setembro de 2019, na comparação com igual período de 2015, foram Cunha (200%), São Luís do Paraitinga (100%), Pindamonhangaba (68%), Campos do Jordão (67%), Caçapava (41%), Jacareí (36%), e Guaratinguetá (10%).
Lagoinha não tinha nenhuma morte em 2015 e registrou um óbito neste ano.
Permanecem com o mesmo número de mortes as cidades de Ilhabela, Natividade da Serra, Potim e Santa Branca, todas com uma vítima fatal.
‘Transporte de massa deveria ser tratado com urgência no Vale’, afirma engenheiro
O engenheiro e especialista trânsito Ronaldo Garcia considera o investimento no transporte público de massa a principal medida para reduzir as mortes em acidentes de trânsito na região. Em paralelo, ele cita investimentos em fiscalização, organização do tráfego e educação para a segurança.
“No problema urbano, há o aumento do número de veículos e uma solução seria melhorar o transporte de massa, porque diminui a quantidade de veículos, mas as cidades não fazem isso.”
Garcia admite que as rodovias, como a Via Dutra e as estaduais, impactam nas estatísticas de trânsito na região, mas cobra melhores políticas públicas nos municípios.
