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O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostra alta de 223% nos alertas de desmatamento na Amazônia em agosto deste ano na comparação com o mesmo mês em 2018.
A floresta perdeu 1.698 quilômetros quadrados de cobertura vegetal em agosto, contra 526 km² em 2018. A boa notícia é que o território desmatado em agosto foi menor do que o de julho, quando houve a destruição de 2.254 km² na Amazônia.
Porém, na comparação com 2018, a devastação da floresta segue maior neste ano. Considerando os meses de junho e julho, o Inpe apontou alto de 90% e 278% nas áreas com alertas de desmatamento, respectivamente.
O resultado é que a área desflorestada da Amazônia, nos oito primeiros meses de 2019, alcançou 6.404 km², número 92% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior (3.337 km²).
Esses dados são do Deter (Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real), que faz um levantamento rápido de alertas de evidências de alteração da cobertura florestal na Amazônia. O sistema é do Inpe. De acordo com especialistas, os dados podem ser usados para indicar tendências de aumento ou diminuição no desmatamento e servem de parâmetro para que o Ibama atue.
“Estudos afirmam que o mais eficiente para o controle de desmatamento são essas ações de controle e fiscalização, mas o que temos possui uma efetividade baixa e não imediata”, disse Thelma Krug, pesquisadora do Inpe e ex-diretora de Departamento de Políticas de Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente.
