Foto: François Mori/EPA/EFE
Os líderes do grupo – formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido – concordaram em liberar 20 milhões de euros (cerca de R$ 91 milhões) para a Amazônia. A maior parte do montante será usada para enviar aviões de combate a incêndios, informou uma fonte da Presidência francesa.
O grupo das sete maiores economias do mundo também decidiu apoiar um plano de reflorestamento de médio prazo que será divulgado pela ONU em setembro, acrescentou um assessor presidencial.
O presidente dos EUA, Donald Trump, não participou da reunião em que foi fechado o acordo. Mas o presidente francês, Emmanuel Macron, anfitrião da cúpula, afirmou que o colega americano apoia a iniciativa.
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Segundo ele, Trump só não participou da sessão sobre biodiversidade porque tinha reuniões bilaterais agendadas para o mesmo horário.
Macron priorizou o tema e no sábado (24) pediu “a mobilização de todas as potências” para lutar contra as chamas e reflorestar a área devastada.
“Devemos responder ao chamado da selva que arde hoje na Amazônia de forma muito concreta”, afirmou o presidente francês depois de questionar ao presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.
De acordo com os últimos números, o País detectou 79.513 focos de incêndios desde o início do ano, dos quais mais da metade foi na Amazônia. Pressionado pela comunidade internacional, o Brasil reagiu neste domingo (25), e enviou à região que está pegando fogo dois aviões C-130 Hércules.
Bolsonaro questiona ajuda de Macron
O presidente Jair Bolsonaro colocou em dúvida, nesta segunda-feira, a disposição de Emmanuel Macron de ajudar o Brasil no combate às queimadas na Amazônia.
“‘Macron promete ajuda de países ricos à Amazônia’. Será que alguém ajuda alguém, a não ser uma pessoa pobre, sem retorno?”, questionou Bolsonaro. “O que eles querem lá há tanto tempo?”, disse.
No Twitter, o presidente afirmou: “Não podemos aceitar que um presidente, Macron, dispare ataques descabidos e gratuitos à Amazônia, nem que disfarce suas intenções atrás da ideia de uma ‘aliança’ dos países do G-7 para ‘salvar’ a Amazônia, como se fôssemos uma colônia ou uma terra de ninguém.”
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Em outra postagem, Bolsonaro escreveu:
“Outros chefes de estado se solidarizaram com o Brasil. Afinal, respeito à soberania de qualquer país é o mínimo que se pode esperar num mundo civilizado.”
