Foto: Arquivo/Agência Brasil
Depois de uma queda de 2% no PIB (Produto Interno Bruto) entre 2014 e 2016, a Região Metropolitana do Vale do Paraíba teve alta de 3% no período entre 2017 e 2018. Os dados fazem parte de estudo sobre a atividade econômica paulista divulgado pela Fundação Seade.
Com isso, o Vale do Paraíba anotou o segundo melhor resultado entre as 16 regiões do estado, segundo pesquisa da Fundação Seade, e terminou o ano passado com uma riqueza de R$ 113,2 bilhões – perde para a Grande São Paulo (R$ 1,20 trilhão) e Campinas (R$ 389,8 bilhões).
Quanto ao percentual de alta, o Vale foi vencido pela região de Sorocaba, cuja riqueza subiu 4,5% entre 2017 e 2018. Mas esteve à frente das regiões de Campinas (1,8%), Grande São Paulo (1,3%) e Ribeirão Preto (0,6%).
No total, 12 regiões do estado aumentaram a riqueza no período, com quatro delas com índice inferior a 1%. Outras quatro regiões perderam riqueza entre um ano e outro, com destaque negativo para Araçatuba (-3,2%).
ACUMULADO
O Seade também divulgou a variação do PIB no estado entre 2002 e 2018, com a RMVale aumentando em 63,6% a riqueza nesse período e média anual de 3,1%. O resultado representa o quinto melhor desempenho entre as 16 regiões estaduais.
Ultrapassaram o Vale as regiões de Registro (360%), São José do Rio Preto (86,7%), Bauru (70%) e Sorocaba (69,8%), de acordo com o Seade.
Quanto ao PIB per capita, o Vale também ficou na quinta colocação entre as regiões que mais aumentaram o valor entre 2002 e 2018: de Registro (350%), São José do Rio Preto (62,7%), Bauru (49%), Sorocaba (38,2%) e RMVale (36,4%).
Indústria perde participação na riqueza da região; serviços aumenta
Entre os setores da economia que mais ampliaram o PIB (Produto Interno Bruto) na RMVale entre 2002 e 2018, estão o segmento de serviços (57,8%) e a indústria (41,3%). Já a agropecuária perdeu riqueza no período, recuando -12,1%. Os valores do PIB de cada setor em 2018, segundo a Fundação Seade, foram R$ 61,4 bilhões para serviços, R$ 35,4 bilhões na indústria e R$ 0,3 bilhão na agropecuária.
A indústria perdeu participação na riqueza da região, de 48,3% do total em 2002 para 36,5%, em 2018. Já serviços cresceu de 50,5% em 2002 para 63,3%, em 2018.
