
Foto: PMSJC
Em meio a um processo que deverá resultar na concessão do Parque da Cidade, o governo Felicio Ramuth (PSDB) descartou nessa quarta-feira (14) a possibilidade de cobrança de uma taxa para a entrada no espaço, que fica na zona norte e é um dos principais cartões-postais de São José dos Campos.
Segundo a gestão tucana, no entanto, o modelo de concessão – que irá estabelecer como a empresa que ficará responsável pela gestão, manutenção e operação do parque terá retorno financeiro – só será definido após o estudo de viabilidade.
No início do ano, quando o projeto foi anunciado, a prefeitura informou que pretendia adotar exemplo semelhante ao modelo de gestão aplicado no Parque Ibirapuera. No espaço da capital também não há cobrança de taxa de entrada, mas a concessionária explora pontos comerciais, o estacionamento e o aluguel para eventos.
Em São José, o Parque Vicentina Aranha, na região central, é gerido por uma OS (Organização Social) desde 2011. Atualmente, a Afac (Associação para o Fomento da Arte e da Cultura) recebe R$ 2,1 milhões por ano para o serviço. A entidade é responsável por oferecer atrações culturais gratuitas no espaço.
Duas empresas disputam o contrato para desenvolver estudos técnicos e econômico-financeiros para o projeto de concessão do Parque da Cidade. As propostas foram apresentadas nessa quarta pela Plantuc Consultoria e pela Detzel Consultores, mas só serão abertas após a fase de análise dos documentos. O contrato, que terá 12 meses de duração, pode custar até R$ 190 mil.
Prefeitura não informa o valor gasto anualmente com manutenção do espaço
O governo Felicio alega que a concessão vai melhorar a gestão do Parque da Cidade, oferecendo serviço de qualidade à população e reduzindo os gastos públicos municipais. A gestão tucana não informou, porém, qual o custo de administração, manutenção e conservação do parque.
Com área de 960.160,17m², o espaço tombado como patrimônio histórico municipal tem obras arquitetônicas do arquiteto Rino Levi e paisagismo do artista plástico Roberto Burle Marx.