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A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (5), a operação ‘Double Life’, voltada ao combate a crimes previdenciários cometidos na agência do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em São José dos Campos. Três pessoas ligadas diretamente às fraudes investigadas, incluindo um servidor público, foram presas nesta segunda (5). A PF ainda cumpre oito mandados de busca e apreensões nas cidades de São José, Caraguatatuba e Rio de Janeiro.
De acordo com a PF, a investigação começou em junho, após a notícia de que um idoso havia sido preso tentando sacar valores de aposentadoria em São José utilizando documento de identificação pessoal falso. O objetivo inicial era identificar outras pessoas envolvidas naquele crime; porém a polícia descobriu um esquema organizado e montado para fraudar benefícios previdenciários de outras espécies, tais como aposentadorias, auxílio doença, salário maternidade, sendo as fraudes praticadas com auxílio direto de um servidor público da agência do INSS de São José. Já foram identificadas 27 pessoas envolvidas no esquema.
Segundo a PF, o esquema criminoso era dividido em quatro fases. A primeira é a cooptação de pessoas; na segunda, o servidor público lotado na agência realizava a inclusão das informações no sistema de dados do INSS e criava os benefícios previdenciários falsos em nome das pessoas cooptadas; na terceira fase o servidor público envolvido nas fraudes gerava direito a valores atrasados de benefícios, resultando em grandes quantias a serem sacadas pelos beneficiários cooptados; na última fase a quadrilha utilizava diversas pessoas para comparecerem às agências bancárias e realizarem a retirada do cartão magnético e, posteriormente, efetuava o saque dos valores indevidos resultantes dos benefícios do INSS fraudulentamente implantados, dividindo entre seus membros a vantagem financeira obtida.
Os envolvidos responderão pelos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário e inserção de dados falsos em sistema de informações, com penas máximas que, se somadas, podem chegar a mais de 25 anos de prisão.