Foto: Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse neste domingo (04) que ordenou a demissão do ex-diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pequsias Espaciais), Ricardo Galvão, e que “não tinha mais clima” para que ele continuasse no cargo.
“Eu não peço. Certas coisas, eu mando. Por isso que sou presidente. Após as declarações dele a meu respeito, pessoais, não tinha clima para continuar mais”, disse o presidente, questionado na manhã deste domingo no Palácio da Alvorada.
Galvão foi exonerado essa semana após o Inpe divulgar um aumento de 88% no desmatamento da Amazônia, do mês de maio para o mês de junho. O presidente reclamou da divulgação dos fatos, dizendo que os dados “prejudicavam” o nome do país, e o então diretor do Inpe criticou o presidente, dizendo que havia um “comportamentoc omo se estivesse em um botequim” e que seria “piada de um garoto de 14 anos que não cabe a um presidente da República fazer.”
O governo chegou a organizar uma apresentação técnica para explicar porque considera errados os dados do Inpe sobre desmatamento, realizados a 30 anos. “Eu não censurei, eu não disse que não tinha que divulgar, mas a forma como que foi divulgado… com áreas sobrepostas, áreas acumuladas. […] É complicado, não é a posição de um brasilieiro que quer servir sua pátria”, disse Bolsonaro.
A exoneração de Galvão foi criticada pelo MPF (Ministério Público Federal) e por especialistas em meio ambiente.
