Foto: Alan Santos/PR
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a sinalizar nesta quinta que pode se candidatar à reeleição, em 2022. Durante discurso para celebrar os 200 dias de sua gestão, em Brasília, ele disse que tem o grande desafio de “entregar, em 2023 ou 2027, um Brasil melhor a quem nos suceder”.
Durante a campanha presidencial, Bolsonaro tinha um discurso contrário à reeleição e afirmou com frequência que faria uma reforma política para acabar com a possibilidade de dois mandatos seguidos.
“Nós temos, todos nós, um grande desafio pela frente. Entregar em 2023, ou 27, um Brasil melhor para quem nos suceder. Mas isso requer sacrifício de todos nós. Sem exceção. Nós podemos mudar o futuro do Brasil”, afirmou o presidente durante a solenidade.
O evento teve a presença do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), do vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) e de vários ministros de estado. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não estava presente. O ministro Sergio Moro, que pediu licença de 10 dias para viajar com a família, também não compareceu.
O logo dos 200 dias de governo traz um sinal estilizado do infinito no número “200”.
OCDE
No evento, Bolsonaro assinou o decreto que cria o conselho que vai acompanhar a adesão do Brasil à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O colegiado será responsável pela aprovação da estratégia de preparação, acompanhamento e adesão do Brasil ao órgão, além da política de comunicação do processo. Pelo decreto, vão compor o conselho o ministro-chefe da Casa Civil, que será o coordenador, e os ministros das Relações Exteriores, da Economia e da Secretaria-Geral da Presidência da República. Com o apoio formal dos Estados Unidos ao governo brasileiro, o país se tornou forte candidato a se tornar membro pleno da organização.
Na cerimônia, o presidente Jair Bolsonaro assinou também a revogação de 324 decretos considerados implicitamente revogados ou com validade prejudicada, com o intuito de simplificar o arcabouço legal brasileiro. Um projeto de lei ainda será encaminhado ao Congresso Nacional para extinção de 583 leis e decretos-lei que já não tem mais aplicação prática.
