Julia Carvalho/OVale
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As notificações de casos de dengue aumentaram 96% no intervalo de um mês na RMVale. A região apresentou 13.905 notificações da doença no primeiro quadrimestre de 2019, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde.
Ainda de acordo com o levantamento, de janeiro a março deste ano, a região teve 7.087 notificações da dengue. Somente no mês de abril, foram registradas 6.818 notificações, dessas, 1.929 deram positivo.
São José foi a cidade com mais notificações, somando 3.678 registros nos quatro primeiros meses do ano.
RANKING DA DENGUE.
O município de Caraguatatuba lidera o ranking dos casos confirmados da dengue.
Com 760 casos positivos no primeiro quadrimestre deste ano, a cidade representa 39,39% dos casos da doença na região.
Três óbitos foram contabilizados na cidade. A prefeitura informou, em nota, que intensificou as ações de combate ao mosquito, com nebulização nos bairros e ampliou o atendimento nos postos de saúde para às 19h, além de implantar postos móveis em bairros mais afetados.
A cidade de São Sebastião é a segunda colocada da lista, com 286 casos no mesmo período – 14,82% do total de casos confirmados. O município registrou dois óbitos.
Equipes de combates a endemias acompanham diariamente a movimentação do vírus no município. Além disso, vistorias em imóveis para identificação e remoção de criadouros estão sendo realizadas para aplicação de inseticida em um raio de 150 metros dos locais onde são encontrados casos positivos.
Em Ubatuba, 273 casos de dengue foram confirmados. O município ocupa o terceiro lugar no ranking da dengue, com 14,15% dos casos. A cidade não registrou nenhum óbito por dengue em 2019.
No ano anterior foram registrados apenas 15 casos de dengue no município.
Caçapava ficou em quarto lugar com 152 vítimas da doença — 7,87% dos casos e São José ocupa o quinto lugar, com 121 resultados positivos — o que representa 6,27% dos casos confirmados.
Circulação do sorotipo dois de dengue pode ter causado aumento nos casos, diz Estado
O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo informou, em nota, que a dengue é sazonal e sua incidência tende a aumentar no verão, período que favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti. “Além disso, trata-se de uma doença cíclica, com oscilação de casos e aumento a cada três/quatro anos, em média. Devido a circulação do sorotipo 2 de dengue, mesmo os pacientes que já tiverem dengue tipo 1, por exemplo, estão suscetíveis a infecções, o que contribui para o aumento de casos e até mesmo para a ocorrência de quadros clínicos mais graves”, diz trecho da nota enviada pela pasta.
