OVALE

Foto: Reprodução
Atrito entre membros da Guarda Civil Municipal de Taubaté e do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté marcou assembleia na LG, na manhã desta quinta-feira (30).
Segundo o sindicato, a mobilização começou por volta das 5h e havia um acordo com a Polícia Militar para a realização da assembleia. “Mas com a chegada dos ônibus dos funcionários, esse acordo foi desrespeitado”, informou o sindicato.
A entidade disse que foram utilizadas bombas de efeito moral, tiros de borracha e spray de pimenta contra dirigentes sindicais. “O uso da força desproporcional foi iniciado por integrantes da Guarda Civil Municipal de Taubaté, que acompanhavam o ato com a PM”.
“Temos que repudiar a presença da Guarda Civil Municipal, que não deveria estar aqui, e criou um tumulto, agredindo diretor do sindicato e desorganizando todo o processo que nós fizemos”, afirmou Claudio Batista, o Claudião, presidente do sindicato.
Na assembleia, os trabalhadores aprovaram que o impasse no valor da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) seja encaminhado para dissídio no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Campinas.
O sindicato disse que a LG ofereceu R$ 5 mil de PLR. Os trabalhadores rejeitaram o valor e pediram R$ 7,1 mil. A fábrica de Taubaté tem cerca de 850 funcionários e permanece em estado de greve.
“Referente a manifestações sobre a negociação da PLR 2019, a LG ELECTRONICS DO BRASIL LTDA comunica que lamenta o movimento surpresa e esclarece que negociou com a comissão eleita pelos funcionários da empresa com a participação do Sindicato, conforme a Lei da PLR vigente. O programa de PLR já foi assinado tendo seus colaboradores já sido contemplados com o que foi estabelecido entre as Partes. A empresa confirma que mantém o diálogo contínuo e transparente com seus colaboradores e honra com todos os direitos previstos em lei”, diz a nota da LG.