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Com cerca de 2 mil casos registrados, Litoral Norte enfrenta guerra contra a dengue. Foram registradas três mortes até o momento. Um município entra em vínculo epidemiológico quando registra mais de 250 casos.
De acordo com agentes de saúde, o aumento expressivo de casos este ano é decorrência do aumento da circulação do vírus tipo 2 da dengue. Em outros anos, a maior parte dos casos eram dos tipos 1, 3 e 4. Com a mudança do vírus, existem menos pessoas com anticorpos contra o tipo 2, o que causa maior incidência da doença na região. O crescimento de casos também é resultado do elevado número de criadouros do mosquito Aedes aegypti na região.
Com o maior número de casos, Caraguatatuba registrou 1.147 casos positivos da doença e outros 53 estão em investigação. Um óbito foi registrado em fevereiro.
A prefeitura intensificou as ações de combate ao mosquito, com nebulização nos bairros e ampliou o atendimento nos postos de saúde para às 19h, além de implantar postos móveis em bairros mais afetados.
No mês de maio do ano passado foram 17.462 atendimentos realizados na UPA Centro. Neste ano, em 13 dias de maio foram 9.335 atendimentos, a maioria voltada para casos de dengue.
Em São Sebastião, 225 casos foram confirmados em 2019. O município registrou dois casos de óbito. Equipes de combates a endemias acompanham diariamente a movimentação do vírus no município. Além disso, vistorias em imóveis para identificação e remoção de criadouros estão sendo realizadas para aplicação de inseticida em um raio de 150 metros dos locais onde são encontrados casos positivos.
Em Ubatuba, até o dia 9 de maio, foram registrados 267 casos confirmados da dengue, dos quais 259 são autóctones (contraídos na própria cidade) e oito importados. 1.051 casos suspeitos estão aguardando resultado de exame. A cidade não registrou nenhum óbito por dengue em 2019.
No arquipélago Ilhabela o registro é de 400 notificações e 98 casos confirmados até o momento. Segundo a prefeitura, os bairros mais afetados são a Barra Velha, Itaguassú, Itaquanduba e o Green Park. A administração informou ainda que a Vigilância tem intensificado o combate aos criadouros e ao mosquito transmissor e orienta a população local como se prevenir da doença, principalmente, através da eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti.