Xandu Alves/OVale

Foto: Sergio Fugiki
A Boeing deve manter a atual nomenclatura dos aviões comerciais da Embraer após a conclusão da transação comercial entre as duas fabricantes, prevista para encerrar até o final deste ano.
Com a divulgação do nome da joint venture que absorverá a aviação comercial da Embraer, e que se chamará ‘Boeing Brasil – Commercial’, especulava-se que as aeronaves também poderiam ser rebatizadas.
Procurada por meio da assessoria de imprensa, a Boeing informou que, por enquanto, não há nenhum estudo em andamento para mudar o nome das aeronaves da Embraer.
A Embraer batiza seus jatos comerciais como E-Jets (família lançada em 1999) e os E-Jets E2 (segunda família, apresentada em 2013). São quatro aeronaves da primeira geração (E170, E175, E190 e E195) e três da segunda geração (E175-E2, E190-E2 e E195-E2).
Mudança de nome da aeronave ocorreu, por exemplo, na transação comercial entre a Airbus e a canadense Bombardier, respectivamente as maiores concorrentes da Boeing e da Embraer.
A gigante europeia rebatizou o avião CSeries da Bombardier, de 110 a 130 assentos, para A220, que faz parte do portfólio de longa data de aeronaves A300 da fabricante.
Além de manter o nome dos aviões da Embraer, a expectativa da Boeing e da fabricante brasileira é que a produção dos jatos comerciais tenha um impulso após o fechamento do negócio, em razão do maior poder de venda e penetração no mercado global da companhia americana.
“Um dos objetivos da parceira estratégica entre a Embraer e a Boeing é o aumento do número de aeronaves exportadas pela Embraer”, informou a Embraer.
NOVO JATO
A Boeing tem na prancheta, há dois anos, a produção de um novo jato comercial, que pode contar, a partir da finalização do negócio com a Embraer, com a participação dos engenheiros da fabricante brasileira. Os profissionais serão incorporados à Boeing Brasil – Commercial.