O ministro da economia, Paulo Guedes, endureceu a defesa da reforma da Previdência e disse que a “fake news (notícia falsa) é total” sobre ataques que a proposta do governo vem sofrendo.
Principal estrela da 18ª edição do Fórum Empresarial do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), criado pelo governador de São Paulo João Doria (PSDB) e realizado nesta sexta-feira em Campos do Jordão, Guedes negou que o projeto enviado ao Congresso vá cortar a aposentadoria dos mais pobres.
“Quase 30 milhões de brasileiros vão contribuir menos. Hoje tem muita gente ganhando muito pouco. É falsa a história de que vamos tirar dinheiro dos pobres. Vamos buscar do outro lado, abrindo tabela progressiva”, afirmou o ministro.
E acrescentou: “a reforma não ataca o pequeno, que já se aposenta tarde, mas pegou privilegiado para trabalhar até 60 anos. A dimensão social está atendida, está exigindo mais de quem tem mais, e não quem tem menos”.
Para um público de mais de 300 empresários, Guedes falou por quase uma hora e depois debateu o assunto ao lado dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, respectivamente Davi Alcolumbre (DEM-AM) e Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Segundo o ministro da Economia, ambos estão em sintonia com o governo para aprovar a reforma, além de boa parte do Congresso. Ele ainda criticou a oposição.
“A minha experiência com a classe política é a melhor possível. Tem um grupo barulhento, mas é minoria”, disse.
Sobre o episódio da última quarta-feira na Câmara dos Deputados, quando foi debater a reforma e foi chamado de “tigrão” e “tchuchuca” pelo deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), Guedes reagiu e disse que não tem medo dos opositores.
“Se as principais lideranças do país estão comprometidas com o país, vou ter medo do quê? De tratar com certo desrespeito quem me desrespeitou por mais de seis, sete horas?”, disse.
Fonte: Ovale
Foto: Rogério Marques
