O Vale do Paraíba tem 22.432 moradias em 458 setores de risco para deslizamento de terra e inundações, de acordo com levantamento do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), em São José dos Campos.
As residências estão espalhadas em 210 setores –pontos específicos, como uma rua– classificados como de risco “muito alto” e “alto” para deslizamentos e 29, para alagamentos. Essas áreas pertencem a cinco cidades: Campos do Jordão, Cunha, Caraguatatuba, Ubatuba e São José dos Campos, todas monitoradas pelo Cemaden.
O órgão federal colocou na lista mais oito municípios que também passarão a ser observados regularmente: Aparecida, Guaratinguetá, Paraibuna, São Luís do Paraitinga, Areias, Queluz, Ilhabela e São Sebastião.
RISCO
Nos cinco municípios monitorados pelo Cemaden, que possui tecnologias avançadas de observação nas áreas de hidrologia e geociências, há 11.332 moradias em áreas consideradas de risco “muito alto” e “alto” para deslizamentos e 2.364, para alagamentos.
“Temos todo tipo de informação: imagem de satélite, radares, pluviômetros e rede de observação de descargas atmosféricas. Cada um na equipe tem sua especialidade e, analisando os dados, chega-se a consenso quanto ao potencial de uma chuva causar fenômenos graves”, explicou o meteorologista Saulo Barros Costa, tecnologista da Sala de Operação do Cemaden.
Segundo ele, todo o trabalho tem por base o monitoramento das chuvas, que podem ser mais fortes nos próximos dias na região. Os técnicos avaliam os riscos de enchentes, enxurradas e deslizamentos.
Com previsão de chuva até o final do mês, equipes estão em alerta no Litoral Norte
A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil informou que a chuva registrada nos últimos dias no estado, principalmente no ABC, com “valores muito acima da média histórica”, afetou 21 municípios. Na RMVale, São José, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela tiveram “chuvas intensas”. Há previsão de chuvas fortes até o final do mês, o que põe em alerta os grupos de Defesa Civil nas cidades.
“Durante o período de Operação Chuvas Verão, que vai até 31 de março, são deflagrados os Planos Preventivos de Defesa Civil, visando a otimização dos recursos e a antecipação das situações de risco”, informou o órgão. Os planos são fundamentados no acumulado de chuvas, previsão meteorológica e vistorias de campo.
Defesa Civil monitora mais de 450 áreas de risco no Vale do Paraíba
Além dos municípios observados pelo Cemaden, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil monitora outras cidades do Vale, como Caçapava, Pindamonhangaba e Taubaté.
No total, segundo o órgão estadual, as cidades da região possuem mais de 450 pontos considerados de risco para enchentes e deslizamentos de terra. Todos eles são acompanhados diariamente pelas respectivas equipes municipais de Defesa Civil, que recebem reforço nessa época do ano. Em situações de chuva extrema, como no verão, o monitoramento é ampliado.
(O Vale)
