A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Jacareí, responsável por atender mulheres, crianças e adolescentes, foi responsável por quase 40% dos inquéritos policiais instaurados na cidade em 2018.
De acordo com dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública), foram totalizados 1.765 inquéritos no ano passado, sendo 695 registrados por meio da DDM.
A delegada Renata Alice Molizane Silva, à frente da unidade há dois anos, afirmou que na contramão dos números elevados está o baixo efetivo disponibilizado para o atendimento. No local, atuam somente um investigador, cinco escrivãs e um carcereiro. “Teve um aumento muito grande de registros e não houve reestruturação na equipe”, disse.
Segundo dados da SSP, houve um crescimento de 112% nos registros com relação aos inquéritos instaurados há dez anos, quando o número ficou em 327. À época, fazia três anos desde que a Lei Maria da Penha havia entrado em vigor.
Os casos mais comuns de violência contra a mulher registrados na unidade incluem ameaça, injúria e lesão corporal.
Atualmente, estima-se que passam pela delegacia especializada cerca de 15 mulheres diariamente, que, após serem atendidas, são encaminhadas para o acolhimento do Creas (Centro de Referência em Assistência Social), da Secretaria de Assistência Social.
De acordo com a prefeitura, no ano passado o centro realizou 2.873 atendimentos para famílias em situações de violação de direitos, incluindo mulheres em situação de violência doméstica e intrafamiliar. A maioria dos casos esteve relacionada à violência física e psicológica.
Questionada sobre um reforço no efetivo da DDM, a SSP informou que há concursos públicos para policiais civis abertos no estado, e que, em janeiro deste ano, foi constatada queda em quatro indicadores de crime na cidade.
Fonte: Thais Leite/OVale
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