Metalúrgicos da General Motors de São José dos Campos atrasaram a produção em uma hora e meia, nesta sexta-feira, em protesto ao plano de reestruturação da montadora, que ameaça fechar a fábrica da cidade.
Em assembleia, o sindicato expôs detalhes das negociações que estão em andamento com a empresa, que apresentou uma pauta com 28 itens, entre eles a redução do piso salarial e a terceirização.
“A proposta de retirada de direitos foi repudiada pelos trabalhadores, que passaram pela catraca da fábrica somente às 7h”, informou o sindicato.
A GM não comenta.
“A assembleia mostrou forte poder de mobilização na fábrica e que é necessário enfrentar a reestruturação. Já ficou claro que esta luta não é só dos metalúrgicos da GM, mas de todos os setores”, disse o vice-presidente do sindicato, Renato Almeida.
Também nesta sexta, sindicalistas que compõem o movimento Brasil Metalúrgico irão discutir a situação da GM e ações de mobilização contra demissões e retirada de direitos trabalhistas. O encontro será na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.
Funcionários da fábrica também devem se reunir com o prefeito Felicio Ramtuth (PSDB) nesta manhã, no paço municipal.
(O Vale)
