A General Motors quer cortar R$ 700 do piso salarial pago na fábrica de São José dos Campos como parte do plano de reestruturação da montadora. A meta é reduzir custos e evitar o fechamento do complexo industrial, inaugurado em 1959.
Entre as 28 propostas entregues ao Sindicato dos Metalúrgicos, estão a redução do piso salarial de R$ 2,3 mil para R$ 1,6 mil, a terceirização em toda a fábrica e o fim da estabilidade para lesionados, que impactaria diretamente cerca de 1,3 mil trabalhadores em São José.
Nesta quarta, em Guarulhos, GM e sindicato fazem a primeira rodada de negociações após a entrega da pauta. Na terça-feira, as partes se reuniram em dois momentos, um deles com a participação das prefeituras de São José e São Caetano do Sul.
A montadora também quer aumentar e flexibilizar a jornada de trabalho, implantar o banco de horas (permite pagar hora extra com folgas), encerrar o transporte fretado e adotar medidas aprovadas na Reforma Trabalhista, como a jornada intermitente.
“O sindicato já se posicionou contra a proposta, que traz graves prejuízos econômicos e sociais para os metalúrgicos”, informou a entidade.
A GM não comenta.
A proposta está sendo apresentada aos trabalhadores nesta quarta, em assembleias na portaria da GM. A votação só irá ocorrer após o final das negociações, o que deve ocorrer nas próximas semanas.
(O Vale)
Foto: Divulgação/SindMetalSJC.
