Com uma redução no número de entregas de aeronaves, a Embraer anunciou nesta quarta-feira que reduziu a sua previsão de desempenho em 2018. A estimativa das receitas consolidadas passou para US$ 5,1 bilhões, enquanto o previsto anteriormente ficava entre cerca de US$ 5,4 bilhões e US$ 5,9 bilhões.
Em comunicado, empresa com sede em São José anunciou também que a estimativa de receita líquida para este ano fica entre US$ 5,3 bilhões e US$ 5,7 bilhões.
Segundo a Embraer, dos 105 a 125 jatos executivos previstos em março do ano passado para 2018, apenas 91 aeronaves foram entregues.
De acordo com a empresa, apesar da condições de mercado do setor de jatos executivos apresentarem gradual recuperação, elas ainda continuam “mais lentas do que o esperado”. Apesar disso, a expectativa para entrega de aviões comerciais foi mantida para a faixa entre 85 a 95 aeronaves.
FUTURO
O comunicado oficial também apresenta projeções preliminares para este ano e 2020, que deve marcar o primeiro da potencial parceria com a Boeing.
Para 2019, a Embraer prevê entregar de 85 a 95 aeronaves comerciais, de 90 a 110 jatos executivos, 2 modelos do KC-390 e 10 do Super Tucano. A estimativa de receita líquida este ano fica entre US$ 5,3 bilhões e US$ 5,7 bilhões, com margem operacional estável.
“É importante destacar que as projeções de 2019 incluem potenciais custos e despesas associadas com a criação de uma nova empresa em parceria estratégica entre a Companhia e a Boeing na Aviação Comercial”, diz a empresa.
Com a perspectiva do acordo com os norte-americanos, a Embraer afirmou que espera atingir sozinha uma receita líquida entre US$ 2,5 bilhões e US$ 2,8 bilhões no ano que vem. Estes valores excluem os resultados vindo da participação dos 20% na joint venture firmada com a Boeing.
Após acordo com a Boeing, empresa quer pagar US$ 1,6 bilhão para seus acionistas
A Embraer anunciou que pretende pagar o valor de aproximadamente US$ 1,6 bilhão a seus acionistas após concluir o acordo com a Boeing. A previsão é que com a conclusão da parceria, prevista para o final dete ano, a empresa consiga “antecipar uma estrutura de capital”, que após o pagamento aos acionistas ainda terá US$ 1 bilhão de fluxo de caixa. Sobre os acionistas, a Embraer aponta que a distribuição do valor está condicionada “à confirmação de determinados requisitos, inclusive o resultado do exercício social”.
No início deste ano, o acordo ganhou o aval do presidente Jair Bolsonaro (PSL), e agora passará pelos conselheiros da empresa joseense. A expectativa é que a parceria seja firmada oficialmente ao fim do ano.
Fonte: OVale
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