Após as empresas de ônibus de São José dos Campos pedirem aumento no valor da tarifa, o prefeito Felicio Ramuth (PSDB) afirmou que é impossível definir se haverá reajuste ou não antes da realização de um análise de custos.
As companhias protocolaram na última sexta os pedidos para aumento, com valores que vão de R$ 5,24 a R$ 6 — atualmente, o preço da passagem é de R$ 4,10. A prefeitura de São José afirma que haverá uma análise técnica para definir se haverá reajuste, mas o prefeito já adiantou que não vê motivos para que o preço chegue aos R$ 6 solicitados.
A análise citada prevê estudos considerando progressão inflacionária, dissídio de categoria, reajuste de combustíveis, tamanho da frota, itinerários e quantidades de passageiros. “Até a conclusão destes estudos, não é possível afirmar se haverá ou não o aumento da tarifa nem tampouco se atingirá os patamares solicitados pelas empresas”, diz o governo.
REAJUSTE
Em fevereiro de 2018, a passagem teve o valor congelado para os usuários, mas para as empresas que pagam o vale-transporte subiu para R$ 4,70.
As empresas fazem solicitações de preços com e sem ISS (Imposto sobre Serviço). O valor pedido pela CS Brasil foi de R$ 5,40 com ISS e R$ 5,24 sem ISS. Já a Saens Peña solicitou de R$ 5,59 com ISS e R$ 5,43 sem ISS, e a Expresso Maringá de R$ 6 com ISS e R$ 5,82 sem ISS.
A Expresso Maringá cobra que seja cobrada apenas uma tarifa no município, independentemente do dia da semana, “como forma de restabelecer parcialmente o equilíbrio da operação”. A Saens Peña também aponta um “desequilíbrio econômico-financeiro considerável” no molde atual.
A CS Brasil diz que, desde o início da implantação do sistema de transporte integrado gratuito, “tornou-se insustentável o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão, ao passo que não há disponibilidade de recursos públicos para subsidiar a tarifa pública”.
Em São Paulo, essa semana entrou em vigor a passagem ao preço de R$ 4,30. Em Belo Horizonte, capital mais cara, o preço é de R$ 4,50.
(O Vale)
Foto: Reprodução.
