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A General Motors anunciou que pretende cortar 15% de sua força de trabalho em um plano de reestruturação mundial, incluindo o fechamento de sete fábricas e a demissão de até 27 mil trabalhadores.
Segundo agências, o objetivo é economizar US$ 6 bilhões para se tornar mais competitiva. Leia mais sobre o assunto no Brasil&.
A GM não divulgou o número exato de cortes, que começam em 2019. Dados de dezembro de 2017 revelam que há 180 mil trabalhadores no mundo. O objetivo é “priorizar investimentos futuros” para sua próxima geração de veículos elétricos.
“As medidas vão nos permitir continuar nossa transformação para nos tornarmos mais ágeis, resistentes e rentáveis”, disse a presidente da empresa, Mary Barra, em comunicado.
FÁBRICAS.
A demissão de funcionários será gerada pelo fim da produção em quatro fábricas da GM nos Estados Unidos, uma no Canadá e outras duas fora da América do Norte. A empresa ainda não deu detalhes sobre o país dessas duas empresas. A GM no Brasil não comenta.
O anúncio de cortes na GM foi criticado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, que cobra investimentos da montadora.
Segundo a entidade, a GM não tem problemas financeiros e registrou lucros de US$ 2,53 bilhões no terceiro trimestre de 2018, com expectativa de US$ 3,8 bilhões em lucros no começo do próximo ano.
O complexo industrial da montadora em São José dos Campos, que emprega 4,5 mil funcionários, ficou de fora até agora do pacote de R$ 13 bilhões em investimentos que a GM anunciou para o Brasil até 2021, para novos carros.
A fábrica de São José é considerada pouco competitiva para carros de passeio.
Sindicato dos Metalúrgicos vê ameaça e cobra explicações da General Motors
Em comunicado divulgado na tarde desta terça-feira, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e a CSP-Conlutas repudiaram os planos da montadora General Motors em fechar fábricas e demitir trabalhadores. Para o sindicato, os lucros da companhia não justificam o corte de 15% da mão de obra.
“Esta é uma medida inaceitável e que merece resposta das organizações sindicais e dos trabalhadores de todas as unidades da montadora. A reação tem de vir em forma de luta e solidariedade internacional em defesa do emprego e contra o fechamento das fábricas”, informou. “Exigimos que a direção da empresa anuncie com urgência quais serão os países a serem afetados pelo processo de reestruturação. Omitir a informação inevitavelmente levará os trabalhadores a um clima de tensão e insegurança”, completou.
(OVALE)
